Planejamento da Campanha
A Campanha de Missões Nacionais é uma oportunidade preciosa para a igreja reafirmar seu compromisso com o avanço do Evangelho em nossa Pátria.A Campanha de Missões Nacionais é uma oportunidade preciosa para a igreja reafirmar seu compromisso com o avanço do Evangelho em nossa Pátria. Mais do quelevantar uma oferta, trata-se de mobilizar corações, despertar vocações, interceder com fervor e se envolver de forma concreta com aquilo que está no coração de Deus a salvação de vidas.
Para que a campanha cumpra esse propósito com excelência, é essencial o envolvimento direto do pastor e a formação de uma Equipe de Missões comprometida, criativa e perseverante. O pastor, como líder espiritual da igreja, tem papel fundamentalem transmitir a visão, motivar os membros e conduzir a igreja com paixão missionária. Seu apoio e envolvimento visível fortalecem toda a mobilização e inspiram os demaislíderes a participarem ativamente.
A Equipe de Missões, por sua vez, atua como a linha de frente da campanha. É ela queplaneja, organiza, divulga, distribui materiais, coordena os momentos missionários ecuida de cada detalhe que fará com que a mensagem chegue com clareza ao coração da Igreja. Quanto mais ampla, representativa e participativa for essa equipe, mais eficaz será o alcance da campanha.
Missões Nacionais é responsabilidade de todos, mas sua realização começa com aliderança. Por isso, convidamos você, pastor, e sua igreja a abraçarem essa campanhacom todo o coração. Que cada culto, cada testemunho, cada vídeo e cada gesto degenerosidade sejam expressões do nosso clamor: “Minha Pátria para Cristo”.
O QUE FAZER PRIMEIRO?
É uma pergunta legítima. Muitas igrejas e pastores, ao se depararem com o convite para se envolverem em uma campanha missionária, pensam: “Como posso pensar em missões agora, se nem conseguimos concluir a construção do templo?” Ou “Aindaestamos com a frequência baixa desde a pandemia…” Outros ainda dizem: “Estamosreorganizando os departamentos, quando tudo estiver funcionando, a gente entra comforça em Missões.”
São decisões compreensíveis. Afinal, a liderança está lidando com desafios reais e urgentes. Mas será que a obra missionária deve mesmo esperar até que tudo esteja em ordem?
Em 2 Coríntios 8.1-5, o apóstolo Paulo apresenta o exemplo surpreendente das igrejasda Macedônia. Elas viviam em extrema pobreza, passando por tribulações e privações. Não estavam em boa fase. Mesmo assim, não só participaram da oferta missionária quePaulo organizava em favor dos cristãos da Judeia, como tomaram a iniciativa de pedirpara contribuir. A expressão de Paulo é marcante: “Eles nos suplicaram, com muitosrogos, o privilégio de participar da assistência aos santos”.
O mais interessante é que Paulo sequer havia incluído os macedônios nessa campanha. Provavelmente pensou que, por estarem em dificuldades, não deveriam ser sobrecarregados. Mas eles não aceitaram ficar de fora. Primeiro, entregaram-se ao Senhor, e depois, aos apóstolos. Participaram com generosidade, além do que podiam, movidos por um senso de propósito que transcendia suas limitações. Salve Deus a minha Pátria, Minha Pátria varonil
Essa atitude macedônica confronta nossa lógica pastoral. Ela nos lembra que a missão não é algo que fazemos depois que tudo estiver resolvido, mas algo que fazemosenquanto confiamos que Deus cuidará também das demais coisas. A ordem de Jesuspara “ide por todo o mundo” não tem cláusula condicional. E mais: participar da missãonão é apenas obediência — é honra, é graça, é privilégio!
Portanto, se você é pastor, líder ou membro de uma igreja com dificuldades, não espere o momento perfeito para fazer missões. Ele não virá. O que deve vir é a decisãocorajosa de colocar o Reino em primeiro lugar. Afinal, “ainda há muitíssima terra paraconquistar”. E Deus continua usando aqueles que, como os macedônios, não perguntam “o que fazer primeiro?”, mas dizem: “Eis-nos aqui!”.
Milton Monte
Gerente Executivo de Comunicação e Mobilização e Pastor de Missões na IB do Brooklyn (SP)